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Tumblr mostra proibições do prefeito de São Paulo com um toque de humor

 Por Raphael Ezonne

Mais um Tumblr com potencial de puro sucesso chega para distrair você que está trabalhando arduamente no seu escritório. Após a proibição da Prefeitura de São Paulo em não autorizar a distribuição de refeições nas ruas da cidade feita por 48 entidades assistenciais, um perfil no site Tumblr moderado por algum internauta que não foi identificado até o fechamento deste post, citou possíveis proibições do prefeito Gilberto Kassab, obviamente com um toque de humor.

O mandato de Kassab foi marcado por inúmeras proibições, entre elas, a tradicional divulgação das ofertas em voz alta nas feiras livres; cobradores de lotação não podem mais informar o destino do veículo em voz alta, atitude que facilitava muito a vida de deficientes visuais e de analfabetos; bancas de jornais no centro de São Paulo, pois, segundo a prefeitura, tais “construções” eram fortalezas e esconderijos de assaltantes em fuga; os artistas de rua que ficaram proibidos de se manifestar na Avenida Paulista e em outras regiões nobres da cidade; motos que foram proibidas de circular na Avenida 23 de Maio, decisão revogada pouco tempo depois perante a incoerência; a circulação de caminhões nas marginais; anúncios de outdoors; o uso de câmeras fotográficas nos terminais de ônibus e metrô, e celulares em agências bancárias e  o fumo em estabelecimentos, mesmo que estes tenham saída de ar e ventilação adequadas.

No Tumblr “Kassab Proibiu“, qualquer um pode mandar alguma proibição que Kassab decretou, ou outra que ele poderia decretar, tudo isso em um tom de humor para descontrair. Para participar, o internauta tem que mandar o conteúdo por e-mail para: kassabproibiu@gmail.com.


São Paulo tem guia de significados de nomes de ruas

Site conta detalhadamente a razão do nome do logradouro e a história por trás dos personagens que influenciaram a escolha

Quem é paulistano ou mora na Cidade de São Paulo já deve ter passado por ruas com nomes bem estranhos. Quem nunca esteve por estas bandas, com certeza deve achar engraçado ou mesmo complicado ler o nome de algumas ruas que encontramos nas placas. Esta curiosidade foi despertada pelo Grupo Plamarc, empresa responsável por design e tecnologia de espaços urbanos. A ideia é a reunião de quase todos as ruas da cidade, explicando o motivo ou então a história original do nome das vias. A Plamarc é responsável pela fabricação, instalação e conservação das placas de ruas, tanto as que guiam o motorista para a direção correta no trânsito, até a sinalização de outras formas em grandes corredores de circulação.

Em seu site (clique aqui para ter acesso ao guia de ruas), o usuário tem acesso a um campo de pesquisa onde pode digitar o nome da rua ou avenida desejada, indicando pelo próprio site, os possíveis nomes que ele esteja procurando, juntamente com o distrito a que ele pertence, mecanismo usado desta maneira, pois existem várias ruas de mesmo nome na cidade.

O programa desenvolvido em parceria com a Prefeitura de São Paulo, o Departamento de Patrimônio Histórico e o Grupo Plamarc presta serviço ao morador da cidade, que não encontra justificativas para os nomes dados ao local onde mora, recorrendo à pesquisas longas, sendo que esta foi facilitada por esta ideia de grande valia.

O usuário que buscar por “Avenida Paulista” no site, por exemplo, encontrará informações extensas, se tratando da principal avenida da cidade. Entre as definições usadas para justificar a escolha de Avenida Paulista, o site explica que a avenida já teve seus dias em que se chamava “Av. Joaquim Eugênio de Lima”, não durando por muito tempo, passando novamente a ter o nome que tem até hoje, em homenagem aos habitantes do Estado.

A maior cidade do país tem precisamente 48 623 logradouros, segundo dados atualizados no último ano pela Prefeitura. Por logradouro, entende-se qualquer via pública – de becos a avenidas, de passagens subterrâneas a viadutos. Esse número não leva em conta as ruas que ainda não foram cadastradas, que são muitas.  Segundo Rui de Azevedo, diretor do departamento municipal responsável pelo cadastro de logradouros, surgem na Cidade entre 50 e 100 novas vias públicas todos os anos, levando em consideração que o planejamento urbano para a construção de novas ruas é feito a todo momento.

Um fato que é interessante de ser abordado é que antes, as informações a respeito dos nomes das ruas era guardado à sete chaves nos gaveteiros do Arquivo Histórico Municipal. Este acervo, segundo informações, começaram a ser atualizados desde 1936, quando o escritor Mário de Andrade dirigia o Departamento de Cultura, atual Secretaria Municipal de Cultura.

Veja alguns outros exemplos de nomes de ruas da Cidade de São Paulo, e a razão por se chamarem desta forma.

— Avenida São João

São João Batista é o protetor das águas. A avenida recebeu seu nome porque os rios próximos, Iacuba e Anhangabaú (hoje canalizados), eram tidos por assombrados pelos índios. Em tupi, iacuba significa “água envenenada” e anhangabaú, “águas do diabo”;

 

— Avenida Ipiranga

Ipiranga, em tupi, significa “rio vermelho”. É o nome do córrego que passa perto do local em que dom Pedro I proclamou a Independência do Brasil;

— Viaduto do Chá

É chamado assim porque havia uma grande plantação de chá onde hoje está o Teatro Municipal de São Paulo, próximo ao viaduto. O dono da lavoura era o barão de Itapetininga, nome de uma rua nas redondezas;

 

— Avenida Rebouças

O nome da avenida homenageia o engenheiro baiano Antônio Pereira Rebouças Filho, que construiu a ferrovia Curitiba-Paranaguá;

 

— Parque do Ibirapuera

Em tupi, ibirapuera quer dizer “madeira podre”. Esse era o nome de uma aldeia indígena fundada em 1560 pelo padre José de Anchieta, na antiga vila de Santo Amaro (hoje um bairro da zona sul de São Paulo).

 

Por: Raphael Ezonne

 


Tarifa exorbitante de ônibus em SP é a maior do país

Cherryouth seleciona em quais itens da cesta básica o dinheiro das passagens poderia ser usado

O problema do transporte público na cidade de São Paulo é algo que diariamente é abordado nos telejornais do país todo. Considerada agora a tarifa mais cara do Brasil, para o paulistano se locomover para qualquer canto do munícipio usando o ônibus, ele pagará no mínimo três reais, que foi o reajuste acima da inflação que a Prefeitura de São Paulo definiu na primeira semana do ano. O aumento equivale cerca de 11,11% – quase o dobro da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que deve fechar o ano em 5,9%. O aumento anunciado pelo prefeito Gilberto Kassab  representará um acréscimo de R$ 13,20 ao final de cada mês no bolso de quem usa o coletivo duas vezes ao dia para ir e voltar do trabalho. Kassab pretende reduzir o subsídio pago pela Prefeitura às empresas de ônibus – de R$ 660 milhões neste ano para R$ 600 milhões no ano que vem. O dinheiro economizado, segundo o prefeito, poderá ser utilizado em saúde, educação e sistemas de drenagem, como limpeza e canalização de córregos. No entanto, foram reservados R$ 743 milhões do Orçamento de 2011 para subsidiar as empresas de ônibus.

Considerada a tarifa mais cara do país, o paulistano não se contenta com a qualidade do transporte que lhe é oferecido. O fato do veículo se locomover com os passageiros em pé e a espera por um ônibus são as principais reclamações dos usuários.

Mas apesar dos motivos alegados pelos órgãos administradores do dinheiro público na cidade, a população ficou revoltada com o aumento de trinta centavos na tarifa do transporte, organizando na Internet manifestações a favor do antigo valor, e da melhoria do serviço, que ainda se queixa pela demora dos veículos e da pouca quantidade deles circulando pela cidade.

A questão que também implica na revolta dos paulistanos que usam do transporte para suprir de suas necessidades de locomoção é o período entre um aumento e outro. Mesmo com os benefícios que o transporte urbano da cidade oferece ao seu usuário, o que envolve o pagamento de uma tarifa única em um período de três horas e o desconto desta quando é antecedido ou sucedido o pagamento de uma tarifa de metrô ou CPTM, a análise do aumento para R$ 2,40 que aconteceu em 2006, o de R$ 2,70 que ocorrera no final do ano de 2009 e da última no ínicio de 2011, é vista com maus olhos.

Acompanhe o esquema abaixo que ilustra os aumentos que ocorreram em pelo menos seis anos. A qualidade do transporte se estabilizou, mas a SPTrans junto com a Prefeitura disponibilizou novos veículos sistematizados, e terminais em bairros estratégicos com fluxo maior de passageiros.

Os investimentos prometidos com as diferenças entre o preço anterior e o atual sempre levam o usuário ao ridículo, pois as promessas de um sistema de saúde de qualidade, de transporte eficiente e de um sistema de ensino eficaz estão caindo no conceito do paulistano, que vê a cidade engatinhando a passos lentos, sendo o exemplo em diversos outros aspectos, e ainda a maior cidade da América Latina.

Sendo considerada a tarifa mais cara do país, realizou cerca de 58 milhões de viagens no último ano, levando em conta que transporta cerca de seis milhões de passageiros diariamente. Entre as mais altas do país estão Florianópolis, Campo Grande, Belo Horizonte e Cuiabá. A partir de janeiro de 2011, Salvador vai cobrar R 2,50 pela passagem que, atualmente, custa R$ 2,30. Nas cidades de Porto Alegre e Belo Horizonte, os ônibus cobram R$ 2,45.

A cidade do Rio de Janeiro cobra R$ 2,40 pela tarifa única, mas, desde outubro deste ano, adota o Bilhete Único, que dá direito a viagens integradas. A prefeitura do Rio afirmou não haver previsão de reajuste da tarifa única, mas o Departamento de Transportes do Estado do Rio de Janeiro já autorizou o aumento da passagem dos ônibus intermunicipais em 5,63%, elevando a tarifa de R$ 2,35 para R$ 2,50.

Os Estados do Nordeste lideram entre os preços mais baixos. Em São Luís, a tarifa única custa R$ 1,30, a mais barata do país. Para a viagem integrada, o passageiro paga R$ 2,10. Em Fortaleza, a tarifa única custa R$ 1,80.

Já as capitais do Norte apresentam grandes variações de preço. Em Porto Velho, a tarifa custa R$ 2,30, em Manaus, R$ 2,25, enquanto em Macapá chega a R$ 1,90 e, em Belém, a R$ 1,85.

Com o aumento das tarifas em praticamente todo o país, e com a alta nos alimentos e o ligeiro crescimento do salário mínimo, o Cherryouth fez uma comparação de alguns produtos encontrados na cesta básica que poderiam ser comprados com a tarifa nova aplicada na cidade de São Paulo. O cálculo feito é baseado no preço de duas tarifas, de R$ 3,00 cada, equivalente ao preço de uma passagem de ida e outra de volta.

Especialistas na área de transporte dizem que o problema não se solucionará na cidade de São Paulo, colocando mais veículos nas ruas, mas fazendo com que as vias que estes circulam estejam mais vazias e com um fluxo maior do que é aplicado hoje, no município. Como muitos dos ônibus saem dos bairros pequenos e com ruas e avenidas não tão largas, junto com os veículos que também circulam nas mesmas faixas, acabam ocasionando congestionamentos e gerando grande estresse por parte da população. O ideal seria aprimorar os veículos que já rodam na cidade.

Será que um dia conseguiremos o transporte dos nossos sonhos?

Por: Raphael Ezonne


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